Emo não é um gênero musical, é um termo que se caracteriza mais pelas suas letras do que estilo musical, e por isso vemos de bandas hardcore a pop-punk, de góticos a nerds, sendo considerados emo. As letras são introspectivas e solitárias, contrario ao tipo de letras das bandas punks e hardcore que haviam nos anos 80, aonde o termo surgiu durante a época da cena de Washington DC (bem retratada no livro/filme American Hardcore). Uma época em que as bandas viviam inconformadas com as situações da época e tinham letras agressivas, sobre problemas sociais, não sobre problemas pessoais. Mas então veio o Rites Of Spring, chorar suas mágoas no meio desse povo, jovens brutos que gritavam e jorravam testosterona em rodas, propondo a elevação dos sentimentos dentro de nós acima do pensamento do que esta fora, a nossa volta, com letras, cheias de subjetividade, sentimentos, misticismos, natureza, a introversão, o EU. Assim o termo surgiu (não o estilo de musica, reparem) e deu no que deu, hoje temos tudo isso o que vemos por ae.
Analisando mais amplamente, fica claro que o Emo é o Romantismo do Século XX.
Retirado do Wikipedia: O Romantismo foi um movimento artístico e filosófico surgido nas últimas décadas do século XVIII na Europa que perdurou por grande parte do século XIX. Caracterizou-se como uma visão de mundo contrária ao racionalismo que marcou o período neoclássico e buscou um nacionalismo que viria a consolidar os estados nacionais na Europa. Inicialmente apenas uma atitude, um estado de espírito, o Romantismo toma mais tarde a forma de um movimento e o espírito romântico passa a designar toda uma visão de mundo centrada no indivíduo. Os autores românticos voltaram-se cada vez mais para si mesmos, retratando o drama humano, amores trágicos, ideais utópicos e desejos de escapismo. Se o século XVIII foi marcado pela objetividade, pelo Iluminismo e pela razão, o início do século XIX seria marcado pelo lirismo, pela subjetividade, pela emoção e pelo eu.
Rites of Spring
Não faz sentido?
Já falei que o emo se caracteriza por suas letras, por isso tem muito mais base artística e filosófica, assim como o romantismo. É só comparar letras dessas bandas da época, como aqui embaixo, uma comparação entre uma letra do Minor Threat (de letras punk) e do Rites Of Spring (de letras emo), bandas da mesma época, com integrantes que depois se juntaram para formar o clássico Fugazi:
Drink deep, it's just a taste, and it might not come this way again,
I believe in moments, transparent moment, moments in grace when you've got to stake your faith
(but why do I confine, when all I want is release?)
It moves inside you, it stays outside you,
and its not something that I could prove,
or could chose, to be moved.
Yes its a promise, and its a threat,
and its not something that I'll let you for get,
not just yet, not just yet
(but why do I chase when all I want is near?)
If its not the rule then its always the case,
good intentions get fractured, good intentions get replaced,
so close to reach but so hard to hold,
the only chance you get is past your control, it's so hard, it's so hard.
Drink deep, its just a taste and it might not come this way again,
time to surrender, sweet surrender of all things in time, all things one place, one place.
I'm sorry
For something I didn't do
Lynched somebody
But I don't know who
You blame me for slavery
A hundred years before I was born
GUILTY OF BEING WHITE [x4]
I'm sorry
For something I didn't do
Lynched somebody
But I don't know who
You blame me for slavery
A hundred years before I was born
GUILTY OF BEING WHITE [x4]
I'm a convict
GUILTY
Of a racist crime
GUILTY
I've only served
GUILTY
19 years of my time
I'm sorry
For something I didn't do
Lynched somebody
But I don't know who
You blame me for slavery
A hundred years before I was born
GUILTY OF BEING WHITE
O Romantismo, assim como ocorrera no Renascimento, descobrira a importância da arte no processo do conhecimento e do crescimento humano. Não é a toa então, que o emo chegou trazendo mais melodia ao hardcore, mais tons e mais harmonia, trazendo mais literatura as suas letras, mais sentimentos as suas canções. Além de Rites Of Spring, nomes como Sunny Day Real Estate e Jawbreaker deixam isso bem claro.
Blake Schwarzenbach (Jawbreaker, Jets to Brazil)
Uma diferença a ser notada, é que a história se repete cada vez mais rapidamente. Se antes esse processo levava séculos, agora leva apenas décadas.
Outra diferença a ser observada, é que o emo que falei até aqui, difere um pouco do emo que vemos na mídia hoje em dia. Uma coisa não mudou, o emo ainda é coisa de letra, não de som, talvez por isso a enorme resistência das bandas em se declararem como sendo do gênero emo.
Foi na virada para esse novo século que o emo adquiriu força para ganhar o mundo e o mainstream, com sua terceira geração de bandas, com nomes como Dashboard Confessional, Jimmy Eat World e Thursday, a primeira geração underground a ter a internet como apoio, como ferramenta que os catapultaram ao reconhecimento amplo, até internacional e em curto espaço de tempo. Aonde jovens, aqueles norte-americanos que durante o dia eram zoados na escola, os tornando introvertidos e excluídos, se embrenhavam em salas de bate papos, fóruns e blogs. La, o suporte entre as pessoas acabou sendo mais emocional e psicológico, do que, por exemplo como é no hardcore, de assistência e colaboração, trabalho comunitário em conjunto, cenas surgindo em bairros, não em sites da internet. Foi através de fóruns e blogs, que jovens acharam alivio e amizade, trocando musica (Ano: 99, Napster) que os tocavam, que pareciam falar por eles, com eles.
Só pra terminar, depois do Romantismo, veio o Modernismo. Tendência vanguardista que rompe com padrões rígidos e caminha para uma criação mais livre, surgida internacionalmente nas artes plásticas e na literatura no final do século XIX e início do século XX. É uma reação às escolas artísticas do passado. Como resultado, desenvolve-se novos estilos, entre eles o expressionismo, o cubismo, o dadá, o surrealismo e o futurismo.
Para entender o porque algumas manifestações culturais de certas tribos ganham força, é necessário ter essa visão mais ampla de tudo.
Fonte: Wikipedia
E pra puxar uma outra comparação com a febre new-rave super pra frentex, não é difícil, não?
Já vimos com flash mobs, free-hugs, paradas, protestos e etc. Sempre que algo do tipo é criado e repercute lá fora, um tempo depois já tem brasileiros aplicando a idéia em casa.
Esses dias, um tipo de festa, quase um flash-mob, chamou minha atenção, algo que logo sei que verei sendo praticado por aqui. As raves silenciosas.
Basicamente, a idéia é juntar o máximo de gente possivel em algum lugar público, parques por exemplo, cada uma com seu próprio mp3 player, fones no ouvido, dançando juntos, mas cada um conforme sua musica. Uma massa dançante e silenciosa, uma festa individual em grupo.
O legal disso, é que não vai ter ninguém reclamando da musica, sendo possivel juntar massas de tudo quanto é gosto musical, formando uma boa diversidade. É até possivel ajustar playlists e compartilhar com amigos antes, para que mesmo que cada um esteja com seus fones, estejam escutando as mesmas musicas em sincronia, uma coisa meio telepática.
A mobilização das raves silenciosas são feitas sempre em redes sociais, nos EUA elas ocorrem no Facebook e MySpace. Elas tem hora para começar, mas geralmente não tem hora para terminar. Geralmente terminam depois de horas, quando as pessoas se cansam e se dispersam, ou, como em alguns casos, quando a policia chega e acaba com a festa.
Algumas pessoas contestam dizendo que esse tipo de festa é um tanto "anti-social", por cada pessoa estar em seu próprio mundinho. Mas não é bem assim, anti-social seria cada grupo de pessoas dançando em seu próprio clube em genero musical especifico. Essas festam dão a oportunidade de se juntar pessoas de diversos tipo, e as fazendo com que utilizem os espaços publicos para seu próprio divertimento. Isso sem contar o fato de que, é grátis e você não sai fedendo a cigarro.
Noite de Domingo geralmente deixa as pessoas apáticas e preguiçosas. Afinal, é o fim do fim de semana e o momento de preparação para o começo de mais uma semana de trabalho e estudos para a maioria das pessoas. Mas nem todos vivem nessa apátia, nem todos gostam de passar uma noite de domingo vendo Fantástico ou morgando na internet.
Como eu sou uma dessas pessoas, resolvi dar uma saida no Domingo a noite para conferir algum show. O escolhido foi esse, no Inferno, situado na Rua Augusta em São Paulo, por ser próximo de casa e por ter uma banda que gosto e que ha tempos não via ao vivo, Dominatrix.
Cheguei no momento exato em que a primeira banda começava seu show, a Upset Kids. Bom, não era bem o que eu imaginava. Eu estranhei o fato de uma banda com nome Upset Kids (Crianças Chateadas) serem todas alegres, sorridentes, brilhantes, coloridas e saltitantes. Talvez um nome como Shinny Happy Angry Kids combinaria melhor com a banda. Mas as criticas param por ae. O som é bem enérgico e exaltante, achei a banda bem empolgante, um bom contraste em relação a maioria das bandas com jeitão de "Domingo a noite" que vejo por ae. Eles parecem sedentos por rock e com vontade de fazer acontecer, se continuarem nesse pique, vão longe.
Outro contraste, foi a banda que veio a seguir, Andrea Martins e o Império dos Sonhos, ela que era vocalista da banda baiana Canto dos Malditos na Terra do Nunca, esta agora com esse novo projeto seguindo uma sonoridade semelhante. O som é um rock com pegada forte e densa, e se o nome, Império dos Sonhos for uma influência do filme de mesmo nome do diretor David Lynch, então tudo fara mais sentido ainda, pois esse é um filme que se aventura entre o mundo da realidade e dos sonhos de forma intensa e misteriosa, no meio urbano, com sexualidade e um clima noir, impressões que a banda também passou. Valeu a pena ter saido de casa ontem e ter conhecido essa banda.
Mas eu tinha ido mesmo pra rever Dominatrix, o ultimo show que tinha visto faz alguns anos já, no Hangar 110. A banda, que começou em 1995, fazendo bombar aquela coisa riot grrl na cena brasileira, trazendo mais garotas pro rock e incitando debates feministas, estão mais maduras e agora cantam em português também, mas ainda continuam com a garra e vontade juvenil, fazendo um bom hardcore feminista. A injeção de sangue novo na banda deve ter ajudado nisso também. Esse foi o segundo show da nova baixista, Adriessa (Anti Corpus, Crucified, Sons Of A Guns entre outras), que mostrou paixão e muito animo, coisa de quem já era fã antes mesmo de subir ao palco com elas. Gostei de ter visto a banda ainda no gás, até gravando um album novo, que tera participação de Andrea Martins (sim, a do Império dos Sonhos) em uma musica que tocaram juntas la. Como são namoradas, ficou uma cena bonita de se ver, em um clima bem romantico, sem perder o ritmo do rock.
E que a chama do hardcore, nunca se apague. Um fim de semana, vendo Garage Fuzz a todo vapor gravando dvd e Dominatrix na correria me deixam contente, a qualidade, a criatividade e a paixão pelo negócio, sempre prevalecem e permanecem. Não é destaque, fase ou moda. E estão sempre por ai, para quem quiser ver, de domingo a domingo ...
Andrea Martins e o Império dos Sonhos - A Falta @ Inferno
Andrea Martins e o Império dos Sonhos - Sinta Vontade de Ficar @ Inferno
Andrea Martins e o Império dos Sonhos - A Paz Onde Ela Esta @ Inferno
Andrea Martins e o Império dos Sonhos - Tanto Mar @ Inferno
Noite de sexta, boa escalação de bandas, ingresso barato, publico diverso, de todas as épocas e lugares, tudo conspirando para o bem, na magnitude que um show desse precisava. O registro em dvd, de uma das mais importantes bandas do Brasil, Garage Fuzz.
O local foi uma boa escolha, a Capital Disco, casa noturna de Santos que todo ano muda de nome, tem uma estrutura boa, é grande mas com palco na medida certa já que na frente parece que se forma uma boca, deixando o publico mais perto, formando o bolinho ideal pra galera que curte participar e abrir rodas. Além disso, foi um dos shows com mais mulheres bonitas que já vi, tinha até mina chegando de vestidinho e salto alto, isso sem contar manos playboys de correntões e mais toda a horda hardcore já bem conhecida de quem frequenta shows.
Para começar, aquecendo os amps teve a banda santista Kaisen, que assim como eu, muita gente não viu. Poucos gatos pingados também foram os que conferiram o show do Rancore, banda que tem se mostrado bem competente com um show que incita o publico a participar e fazer parte, o som dos caras, que já estão no segundo álbum, é bom, fiquei feliz de ter finalmente visto a banda ao vivo.
O Paura, sempre queridos em Santos, vieram na sequência, e com o ponteiro em movimento, eles não perderam tempo, mais metal do que nunca fizeram a galera se quebrar, pancada atras de pancada. Teve quem achasse que o set foi curto, mas foi na medida ideal, instigou a galera e deixou para que gastassem até esgotar suas energias no show mais importante da noite. Após o set da banda, boa parte do publico na frente do palco mudou, dando lugar aos fãs do Sugar Kane. A banda, assim como o Paura, também tem diversos fãs em Santos, que estavam cantando as musicas e agitando, eles parecem ter aproveitado o curto tempo de show para tocar justamente o que os fãs queriam ouvir. É engraçado que geralmente quem gosta de Paura, não é chegado em Sugar Kane e vice-versa, mas os fãs de ambas as bandas, adoram Garage Fuzz. Então a escolha dessas bandas de abertura, apesar de diferentes, em som e publico, fazem sentido e a noite acabou agradando a todos no quesito bandas de abertura.
Vale lembrar que não houve venda de bebidas alcoólicas no show. Pode parecer estranho um show sexta a noite sem cervejas, mas tudo tem seus motivos. Com a proibição da venda de bebidas alcoólicas, o show pode ser liberado para menores de 18 anos, dando a oportunidade de todos os fãs estarem presentes, o ingresso, barato (R$15,00 antecipado, R$ 20,00 na porta) também facilitou. São as influências dischordianas Do It Yourself reverberando em pleno 2008! Mostra o respeito e consideração que o Garage Fuzz tem por todos os seus fãs.
Com a galera aquecida, é chegado o momento mais importante da noite. Garage Fuzz sobe no palco, Fabricio da alguns toques ao publico e "Agora ta valendo!"
Dai pra frente, foi só alegria. Em sincronia perfeita, mais uma vez, e agora deixando registrado, eles mostraram o porque são uma das melhores bandas do Brasil, com um set de quase 30 musicas, cobrindo toda a carreira da banda. Teve Observant, Replace, When All The Things, A Mutt Running Nowhere (essa foi tocada duas vezes, já que no primeiro take danificaram o equipamento em uma tentativa de stage dive, que até rendeu um puxão de orelha do Farofa nos aparicios), Stream, It's Funny, Dear Cinnamon Tea, Explain, The Morning Walk, Embedded Needs, Rocking Chair, Morgan Great Friend entre tantas outras. Apesar de quase duas décadas de banda, os caras ainda sobem ao palco com garra e vontade. Isso torna o show não somente um show, mas uma celebração única, da banda com seus fãs, ainda mais estando em casa, Santos, a energia, alta voltagem, fluiu em boa harmonia. Foi um show bonito, coisa linda de se ver, com diversas câmeras de tudo quanto é lado, capturando todos os momentos e movimentos. Quem esteve presente, sabe que desde já esse é um dos lançamentos mais esperados para 2009!
Mesmo com um set-list de quase 30 musicas, ainda teve gente chorando que faltou um ou outro som. O que só mostra que GF não é uma banda de hits, mas de conteúdo, aonde cada som é uma obra marcante e empolgante, não estão ali gravadas pra encher linguiça.
Esperamos também que tenha no dvd diversos bônus, afinal, tanto tempo, tanta história, mereceria até um dvd duplo, senão um box set!
Seria o SESC um modelo ideal de como a sociedade como um todo deveria ser?
Provavelmente sim. Há a seguinte informação no site do SESC:
O SESC, mantido pelos empresários do comércio de bens e serviços, é uma entidade voltada para o bem-estar social de sua clientela. Atua nas áreas da Educação, Saúde, Lazer, Cultura e Assistência. Uma de suas características marcantes é a promoção de valores maiores, como o exercício da cidadania, o amor à liberdade e à democracia, o apoio aos menos favorecidos, oferecendo-lhes, através da educação, meios para a conquista de melhores condições de vida.
Eu frequento mais as unidades do SESC Pompéia e Avenida Paulista. No SESC Pompéia pode-se fazer alguma atividade, dentre as diversas opções, seja ela esportiva, artistica ou cultural, entre outras tantas coisas, vale a pena checar a programação das unidades. Quando chega 12:00, a fome bate e o restaurante do SESC abre suas portas, no mesmo espaço da chopperia do SESC, aonde acontecem shows sensacionais a noite, funciona o refeitório, que chega a servir 1.800 refeições por dia. O bom aproveitamento do espaço, é obra da renomada arquiteta Lina Bo Bardi, a mesma que projetou o MASP (Museu de Arte de São Paulo), transformando uma antiga fábrica, em "uma experiência arquitetônica que alia criatividade a um grande rigor, liberdade com responsabilidade, riqueza com concisão e economia de meios, poética com ética"como descrito nessa página que conta toda a história dessa obra.
Lá no restaurante, o almoço, sendo no prato-feito e para comerciarios, custa R$ 4,50, vem um prato imenso de arroz (que pode ser branco ou integral, a sua escolha), mais feijão e mais dois acompanhamentos, além de um prato com a salada do dia, mais um doce ou fruta, e um suco Del Valle, ufa! sim, tudo isso por apenas R$4,50. Tudo muito bem preparado, temperado e servido. O cardápio já é pensado para o mês inteiro, sempre variando e com acompanhamento de nutricionistas.
Não troco o almoço do SESC Pompéia por nenhum restaurante da região. Motivos são vários.
- O preço! R$ 4,50 no prato-feito ou 17,00KG, comparado aos restaurantes da região que servem pratos-feitos menos servidos (sem sobremesa e suco) a R$9,00 ~ R$11,00 ou R$22,00 ~ R$26,00 o KG! Isso sem contar que não acompanham bebida nem sobremesa.
Restaurantes por quilo sempre despertam desconfiança. Há as diversas formas de se deixar a comida mais pesada, de se ter pratos mais pesados e manipulação quanto a tara, conforme achei explicado aqui no Correio de Sergipe:
Uma pessoa que come 400g e paga R$ 5,50 pela refeição, no final do mês terá gastado aproximadamente R$ 115,50, caso trabalhe somente os cinco dias da semana. Mas se ele for lesado em R$ 0,40 em cada refeição por causa de uma tara errada, este valor sobe para R$ 123,90, ocorrendo um prejuízo de R$ 8,40. Com este exemplo, um restaurante que atende 100 pessoas ao dia estará lesionando os seus clientes e recebendo um acréscimo de R$ 840 diários no seu lucro e R$ 17.640 mensais.
- É mais saudável. No SESC, há uma boa variação do cardápio, a comida esta sempre fresquinha, e não há aquele peso no estômago, comum de se ter após almoçar em restaurantes self-service, aonde a disposição dos pratos induz as pessoas a escolherem alimentos que "pesam" mais na balança e não há tanto controle e higiene em suas cozinhas como há no SESC. No Restaurante Marijó, em frente ao Shopping West Plaza, por exemplo, é comum (ou é, já vimos acontecer várias vezes), larvas surgirem das saladas e baratas passearem pelo restaurante, saindo da cozinha. O prato-feito lá custa R$6,90, não acompanha bebida e a salada é sempre a mesma, duas rodelas de tomate e duas folhas de alface.
Para quem frequentra restaurante self-service, nessa matéria tem alguns pontos interessantes que é bom notar nos estabelecimentos além de boas práticas a serem seguidas:
Vale lembrar também, que o SESC mantém o programa "Mesa Brasil SESC São Paulo", aonde basicamente eles buscam onde sobra e entregam onde falta.
O Programa Mesa Brasil SESC São Paulo é uma iniciativa de ação social e educativa que integra empresas, instituições sociais e voluntários. Criado em 1994 pelo SESC São Paulo, tem por objetivo contribuir para diminuir o desperdício de alimentos e a fome, bem como promover a melhoria da qualidade de vida de populações carentes institucionalizadas.
Fonte: SESC SP
O SESC provê cultura e educação a todos da sociedade, sem distinção de classes sociais e com excelência em qualidade.
O modelo perfeito de como deveria funcionar diversas coisas na sociedade? Sim, com certeza.