Após anos de espera, sonhos e expectativas, finalmente se tornou realidade a vinda dos jamaicanos do Skatalites ao Brasil. O grupo, é clássico, são mais de 40 anos de história dos considerados precursores do Ska, apesar de terem ficado em hiato por um bom tempo. Por isso a expectativa para os shows foram grandes, muito além do esperado até. Haviam sido marcados dois shows, dias 17 e 18 respectivamente, mas a imensa procura e o esgotamento dos ingressos com mais de duas semanas de antecedência ao show, fez com que a organização conseguisse agendar outro show, para o dia 16, no teatro do Sesc Pompéia. Que foi um sucesso também, novamente com ingressos esgotados.
O burburinho dias antes do show foi tanto, que não deu outra, havia até cambistas na porta, esses que surgiram do Palestra Itália, estádio do Palmeiras, muito próximo ao Sesc Pompéia, eles acabaram achando essa brecha para arrancar uns trocados de quem ficou por ultimo na hora da compra dos ingressos, que foram comprados por entre 13,00 e 30,00, e eram vendidos entre 50,00 e 80,00 por eles. E teve quem pagou, pois bastante gente saiu de outras cidades e estados e pagar esse preço, foi a unica solução.
O show do dia 16, já foi animado, pelos relatos que vi, o publico até invadiu o palco para dançar com os caras. Esse show, foi inclusive gravado, e ficamos no aguardo que algo seja lançado, para marcar essa primeira passagem deles pelo Brasil. O do dia 17, foi o unico em que eu estive presente, como o Sesc Pompéia é bem rigoroso com sua organização (sempre boa), o show começou na hora, e ainda havia uma imensa fila lá fora, por sorte, eu não perdi quase nada. A cena quando eu entrei, estava clara: Celebração e união. No palco, os tiozinhos, notavelmente animados e empolgados, comandavam a festa para os mais de quinhentos sortudos presentes, que dançavam e acompanhavam com "pã pãpãs" as musicas instrumentais do Skatalites. E não tinha como não ficar feliz naquele ambiente, os mestres eram pura descontração, dançavam como garotos, trocavam olhares surpresos, andavam e dançavam pelo palco e interagiam a todo momento com o publico, dando águas, chamando-os para dançar, autografando. Estavam literalmente impressionados com tamanha receptividade calorosa do publico, ficavam tirando fotos do publico, filmando e se divertindo. A disposição foi tanta, que o show acabou durando mais de duas horas, com somente uma parada que não durou nem cinco minutos já que o publico os fizeram voltar para bis e ficavam clamando por mais sons. Se eles pudessem, tenho certeza que a festa iria noite adentro, e que ninguem arreadaria o pé, tamanho era o clima de descontração e alegria lá dentro. Um show emocionante, e marcante, para que gosta de ska e similares.
Quem perdeu, só lamento. Mas a esperança é de que voltem, e boto fé que voltarão, estava estampado no genuino sorriso deles o "Amei esse lugar e essas pessoas!". Parabéns também ao publico, parte essêncial dessa celebração também. É dificil hoje em dia ir a um show, aonde praticamente todo mundo esta presente pela musica e somente por ela, em clima de união. Só faltou ser liberado fumar na chopperia do Sesc, mas beleza, não atrapalhou em nada. O show do dia 18, não pude conferir, mas tenho certeza que foi uma festa e tanto.