The Casualties @ Hangar 110

Ver um show do The Casualties é especial por diversas razões, uma delas é a de que não é como ver uma banda clássica das antigas, ou uma banda reformulada, é ver o que está rolando de melhor no estilo neste momento, os caras na mais intensa pegada de seus sons, com raiva, pulos altos, riffs rápidos e punhos ao ar, mesmo a banda já tendo mais de 15 anos de carreira. Esta turnê ainda gerou expectativas porque já haviam cancelado uma no começo do ano, e o Hangar 110 passou uns dias interditados. Logo, privilegiados os que foram conferir, que bateram cabeça, cantaram junto, e deram trabalhos aos seguranças na hora de subir no palco.

Mas é que todos queriam cantar juntos alguns hinos como “Under Attack”, “On The Frontiline”, “Fight For Your Life”, “Punx & Skins”, “Tomorrow Belong To Us”, “Casualties Army”, o cover de “Blitzkrieg Bop” dos Ramones, entre outras, que fizeram boas rodas se abrirem, com gente voando de todas as direções do palco. Na hora de “Riot” até o vocal do Calibre 12 subiu e cantou com eles.

O show não foi demorado, nem curto, mas foi intenso do momento antes de as cortinas se abrirem até o fim, uma hora depois. No repertório, músicas de seus diversos álbuns e não só do mais atual deles, o "Under Attack", que nunca é demais lembrar, foi produzido por Bill Stevenson (Descendents, Black Flag, ALL). Todas as músicas executadas com maestria, e muita energia. Jorge, o vocal, só foi trocar algumas palavras com o público, várias músicas depois de ter começado o show, trocou algumas palavras em espanhol, e cantou La Cucaracha, "Ya no quieres caminar, Porque no tienes, Porque le falta, Marihuana que fumar".

Quando a banda tocou o que disseram ser a última música e saíram do palco, o publicou começou a entoar o hino "Punx United". Os caras não demoraram e a banda voltou aos poucos já pegando o ritmo e continuando a música, cena linda. Depois disso, tocaram a vigésima primeira musica do show e ultima pra valer, "Unknown Soldier", e tchau. A banda tem mesmo muita energia, e não é a toa que é das melhores, representando o gênero atualmente.

A domingueira ainda contou com abertura da banda Rudes, e do punk sujo e garageiro do Nostalgia 77, com um set repleto de coisas boas. Até intimaram o pessoal do Porcos Cegos a subir no palco e tocar com eles, intimação cumprida. Ambas as bandas fizeram ótimos shows, não deixando a galera entediada, só instigando e tocando um bom som para a alegria de todos os presentes, no confortavelmente cheio Hangar 110, que neste fim de semana abrigou mais este show, que foi especial para muita gente.


Bookmark and Share