Punk Attitude

Há muito mais a se falar sobre musica do que somente sobre a própria musica em si. Porque eles tocavam daquele jeito? O que os levaram a ser assim? Quem são essas pessoas?. Não é somente o barulho ensurdecedor que ecoa pelos amplificadores por entre notas e acordes que nos encantam.

Desde o surgimento do punk, a definição para o que é isso já mudou e se transformou diversas vezes, dependendo da cena, região, época, bandas, atitudes e etc. O conceito do que é o punk, ou ser punk se difundiu e se confundiu. É o punk um movimento ideológico envolvido com politica e causas sociais? É o punk uma forma de contestação? É o punk o faça você mesmo? É tudo isso? É porra nenhuma?

Com toda essa mudança de idéias ao decorrer das décadas, tornou-se necessário fazer uma revisão nessa história toda, para tentar obter uma história mais concisa de onde veio o punk, e assim entende-lo melhor. Mas como definir um estilo que já se baseia na idéia de não se conformar?? Como iriam se conformar com a idéia do esclarecimento do punk? Mais complexo do que parece, não?

Punk Attitude, mostra de onde o punk veio e como se transformou, tudo produzido e dirigido por Don Letts, que já dirigiu outras dezenas de filmes e documentários sobre punk, rock e toda essa cultura underground, além de ter sido o dj do primeiro clube punk the Londres, o The Roxy, onde começou a documentar as bandas que por lá passavam, e ainda foi um dos fundadores da banda Big Audio Dynamite, juntamente com Mick Jones (The Clash).

Punk Attitude, acaba servindo como uma introdução pela trajetória do punk. Aonde você segue toda a influência, ascensões, declinios e estilos. Passando inclusive por nomes marcantes mas sempre deixado de lados em outros, como Question Mark, Count Five e até mesmo o mestre Johnny Cash. Don Letts acabou até achando melhor que na época da produção, John Lydon (Sex Pistols), estava na África gravando programas de televisão. Isso acabou dando espaço para nomes como Ari Up (The Slits), James Chance (James Chance & The Contortions) entre outros, contar um pouco de história. Mas é claro, como em vários documentários, você encontra os sempre falantes Henry Rollins (Black Flag, Rollins Band) e Thruston Moore (Sonic Youth). Em entrevistas recheadas de gravações ao vivo das bandas, e são várias as que aparecem. Só para citar algumas: Patti Smith, X-Ray Spex, Black Flag, The Stooges, MC5, The Damned, Dead Boys, New York Dolls, os clássicos Ramones, Sex Pistols e The Clash e por ai vai ...

Mas que fique claro que o documentário não traça a o ideal definitivo, até porque é a visão de uma pessoa, que focou na época que vivenciou com mais intensidade, final da década de 60 e decorrer da de 70. Depois, ele comete o pecado de passar meio despercebido por boa parte dos anos 80 e 90 e ainda cita bandas que talvez sejam desnecessárias dos anos 90~00. Mas a explicação do Henry Rollins para a furia nu-metal, é de se concordar, apesar de bem engraçada. Mas você não verá quase nada de nomes clássicos como Bad Religion, Nofx, Pennywise, Social Distortion, Husker Du, Flipper, 7 Seconds, TSOL, Descendents, Jawbreaker e etc.

O interessante é acompanhar a linha do tempo e as mudanças, como a forma de se expressar, e ter a atitude punk muda conforme a sociedade, midia, governos e etc. Em relação a vários personagens da década de 60 e 70, no final, como um extra tem o "Aonde eles estão agora?", é engraçado ver como alguns mudam e outros continuam firme, por sentirem que o compromisso é para a vida toda. E todos podem aprender um pouco com isso, principalmente para os que adoram discutir quem começou o punk, Ramones ou Sex Pistols?. E para os que acham que punk é somente uma forma de se vestir e ser rebelde dentro de padrões estabelecidos.

E como mudou de lá pra cá não? Que mude sempre, mas que não pare nunca!

+ Info:

Ficha técnica:
http://www.imdb.com/title/tt0446765/

Site oficial:
http://www.punkondvd.com/


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