01 - (hed) p.e. - Killing Time
02 - Pleymo - United Nowhere
03 - Deadsy - The Key To Gramercy Park
04 - Sw1tched - Inside
05 - Spineshank - New Disease
06 - Strata - The Panic
07 - Taproot - Mine
08 - Nonpoint - What A Day
09 - The Butterfly Effect - Crave
10 - Insolence - Danger
Ah new metal. Fez a alegria de muitos, no Brasil, principalmente entre 1997 e 2005.
Hoje em dia, ser do new metal, era o que era ser grunge em 1999, jovens atrasados com alta possibilidade de retardamento mental.
Com a explosão do genero, pipocou banda de new metal por tudo quanto é lado, e toda gravadora queria ter as suas, e cada região queria criar sua cena de bandas new metal, foi o primeiro genero que estourou já deslocalizado, já que antes, as cenas eram sempre criadas em cidades, haviam os punks de washington, de la, de new york, mas o new metal, não teve disso, quando estourou, foi um set de bandas de locais variados, era a brecha que o sistema queria. Da quantidade incontável de bandas, algumas viraram de primeiro escalão, como Korn, Deftones e Limp Bizkit, fazendo sucesso com o publico em geral, do underground ao mainstream. Mas como não há espaço para todos, algumas ficaram de fora do grande estrelato, eram sempre as bandas de abertura nas turnês, raramente uma ou outra entrava no top 10. Eram bandas conhecidas por todos, mas a real querida de poucos. A intenção aqui, é lembrar de dez delas, todas boas, mas que não chegaram a primeira divisão.
O (hed) P.E. é um dos melhores exemplos de sucesso mediano, com seu new metal malandro, culpa do vocalista de raizes brasileiras. Eu sempre tive a impressão de que o new metal fazia mais sucesso quando mostrava o lado sofrimento e todo o chororô down, não dando espaço para as bandas que tinham a ginga das ruas. Talvez por isso o (hed) p.e. tenha ficado no meio do caminho.
O Pleymo é lá da França, depois que o new metal estourou nos EUA, começou a fazer escola mundo afora, e em cada pais foi surgindo uma banda que fazia new metal + influências locais ou com idioma local. Cantando em Francês, o Pleymose diferenciava, era o que deixava a banda legal. O som, era um Limp Bizkit, mais pro metal, tirando a parte playboy rapper do Fred Durst e deixando mais metal mesmo. Eles só cagaram, quando em uma tentativa de fazer sucesso no mercado norte-americano, regravaram o segundo em inglês e fizeram uma produção do tipo "agora ta legal pra rolar na rádio", tirando todo o peso, e toda a graça da banda Ela passou que ninguém viu, e depois disso, a banda nunca mais foi a mesma, apesar de ainda ter lançado outros albuns. Se não fosse uma banda na neura de estourar, se não ficassem se cedendo a tantas mudanças impostas e produção, teriam se mantido como uma das melhores bandas do genêro até hoje.
O Deadsy rodou, porque o Orgy chegou primeiro na cena. A maioria das bandas que ganharam o rótulo de new metal, e estouraram na praça, tem suas influências de algum genero mais antigo, e o Deadsy veio na onda do synth-rock com industrial. Da pra imaginar o Gary Numan do new metal ae. Essas bandas tentaram pegar a onda do new metal e quando viram que não ia colar, negaram fazer new metal.
O Sw1tched é a banda que era boa mas foi vitima da industria. Faziam um new metalzão a lá Deftones com Papa Roach e tinham uma pegada bem legal. Podiam nunca ser a sensação do grande publico, mas podiam ter sua base fiel se continuassem no rumo. Eles assinaram com a Interscope, a mesma do Limp Bizkit, que na época gravou o álbum Subject to Change, todas as musicas muito boas. Mas engavetaram o album por quase um ano, até fazerem um single remixado com os refrões sem berros e peso, um clipe frouxo, divulgação fraca, com o som que não demonstrava o que era a banda mesmo. E lá ficou na 2a divisão o Sw1tched.
O Taproot foi persistente, tentou, tentou, teve album em gravadora grande, clipe na mtv, turnê com grandes nomes, mas ainda assim, nunca foi para a primeira divisão. Talvez fosse que nem o time da Portuguesa, as vezes sobe, as vezes cai, nunca ganha, mas nem sempre perde. Quando alcançaram um bom sucesso, ainda tentaram trazer na garupa o Pulse Ultra, banda bem legal do Canadá, que se diferenciava fazendo uma pegada mais moderna.
O Insolence são os maconheiros, pioneiros na mistura com o ragga e vibes jamaicanas. E Nonpoint e The Butterfly Effect, são outras bandas que apesar de fazerem um som competente e bem legal e mesmo uma ou outra tendo assinado com uma major, não estouraram, não passaram da fase de fazerem parte dos festivais como o Ozzy Fest. Ficaram sendo conhecidas por poucos, não sobrevivendo ao estouro da bolha do new metal, que ocorreu no inicio da década.
Essa é a segunda, e ainda tem a terceira categoria, com Nullset, Primer 55, Darwin's Waiting Room e hiii, vai longe. Aquela época infestou...