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SESC: Um modelo ideal de sociedade

Postado por Guilherme Marce... em sex, 03/10/2008 - 16:31

Seria o SESC um modelo ideal de como a sociedade como um todo deveria ser?

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Provavelmente sim. Há a seguinte informação no site do SESC:
O SESC, mantido pelos empresários do comércio de bens e serviços, é uma entidade voltada para o bem-estar social de sua clientela. Atua nas áreas da Educação, Saúde, Lazer, Cultura e Assistência. Uma de suas características marcantes é a promoção de valores maiores, como o exercício da cidadania, o amor à liberdade e à democracia, o apoio aos menos favorecidos, oferecendo-lhes, através da educação, meios para a conquista de melhores condições de vida.

Eu frequento mais as unidades do SESC Pompéia e Avenida Paulista. No SESC Pompéia pode-se fazer alguma atividade, dentre as diversas opções, seja ela esportiva, artistica ou cultural, entre outras tantas coisas, vale a pena checar a programação das unidades. Quando chega 12:00, a fome bate e o restaurante do SESC abre suas portas, no mesmo espaço da chopperia do SESC, aonde acontecem shows sensacionais a noite, funciona o refeitório, que chega a servir 1.800 refeições por dia. O bom aproveitamento do espaço, é obra da renomada arquiteta Lina Bo Bardi, a mesma que projetou o MASP (Museu de Arte de São Paulo), transformando uma antiga fábrica, em "uma experiência arquitetônica que alia criatividade a um grande rigor, liberdade com responsabilidade, riqueza com concisão e economia de meios, poética com ética" como descrito nessa página que conta toda a história dessa obra.

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Lá no restaurante, o almoço, sendo no prato-feito e para comerciarios, custa R$ 4,50, vem um prato imenso de arroz (que pode ser branco ou integral, a sua escolha), mais feijão e mais dois acompanhamentos, além de um prato com a salada do dia, mais um doce ou fruta, e um suco Del Valle, ufa! sim, tudo isso por apenas R$4,50. Tudo muito bem preparado, temperado e servido. O cardápio já é pensado para o mês inteiro, sempre variando e com acompanhamento de nutricionistas.

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Não troco o almoço do SESC Pompéia por nenhum restaurante da região. Motivos são vários.

- O preço! R$ 4,50 no prato-feito ou 17,00KG, comparado aos restaurantes da região que servem pratos-feitos menos servidos (sem sobremesa e suco) a R$9,00 ~ R$11,00 ou R$22,00 ~ R$26,00 o KG! Isso sem contar que não acompanham bebida nem sobremesa.

Restaurantes por quilo sempre despertam desconfiança. Há as diversas formas de se deixar a comida mais pesada, de se ter pratos mais pesados e manipulação quanto a tara, conforme achei explicado aqui no Correio de Sergipe:

Uma pessoa que come 400g e paga R$ 5,50 pela refeição, no final do mês terá gastado aproximadamente R$ 115,50, caso trabalhe somente os cinco dias da semana. Mas se ele for lesado em R$ 0,40 em cada refeição por causa de uma tara errada, este valor sobe para R$ 123,90, ocorrendo um prejuízo de R$ 8,40. Com este exemplo, um restaurante que atende 100 pessoas ao dia estará lesionando os seus clientes e recebendo um acréscimo de R$ 840 diários no seu lucro e R$ 17.640 mensais.

- É mais saudável. No SESC, há uma boa variação do cardápio, a comida esta sempre fresquinha, e não há aquele peso no estômago, comum de se ter após almoçar em restaurantes self-service, aonde a disposição dos pratos induz as pessoas a escolherem alimentos que "pesam" mais na balança e não há tanto controle e higiene em suas cozinhas como há no SESC. No Restaurante Marijó, em frente ao Shopping West Plaza, por exemplo, é comum (ou é, já vimos acontecer várias vezes), larvas surgirem das saladas e baratas passearem pelo restaurante, saindo da cozinha. O prato-feito lá custa R$6,90, não acompanha bebida e a salada é sempre a mesma, duas rodelas de tomate e duas folhas de alface.

Para quem frequentra restaurante self-service, nessa matéria tem alguns pontos interessantes que é bom notar nos estabelecimentos além de boas práticas a serem seguidas:

Manual de boas práticas em restaurantes self-service

Vale lembrar também, que o SESC mantém o programa "Mesa Brasil SESC São Paulo", aonde basicamente eles buscam onde sobra e entregam onde falta.

O Programa Mesa Brasil SESC São Paulo é uma iniciativa de ação social e educativa que integra empresas, instituições sociais e voluntários. Criado em 1994 pelo SESC São Paulo, tem por objetivo contribuir para diminuir o desperdício de alimentos e a fome, bem como promover a melhoria da qualidade de vida de populações carentes institucionalizadas.
Fonte: SESC SP

O SESC provê cultura e educação a todos da sociedade, sem distinção de classes sociais e com excelência em qualidade.

O modelo perfeito de como deveria funcionar diversas coisas na sociedade? Sim, com certeza.

Racionais MC's @ Praça da Sé - Virada Cultural 2007

Postado por Guilherme Marce... em dom, 06/05/2007 - 17:25

Sai de casa oito e pouco da noite, sozinho, e fui para a Rua Barão de Itapetininga, para ver o show do Serguei. Que foi melhor do que eu esperava. Diversão garantida. Depois, fui andando pelo centro até a Praça da Sé, no caminho, parei num boteco, tomei uma cerveja e continuei meu rumo. Devido a virada cultural, as ruas do centro estavam tranquilas.

Ao chegar na praça da Sé, ela já estava lotada, e não era nem meia-noite ainda. Colei no meio do publico, para esperar o show do Nação Zumbi. E na hora, tinha um cara, branco, perto dos 30, alucinado. Começou a rir do nada e virou pra mim, dançando e falou pra mim "hahaha, só tem branco aqui!!! só branco!! hahaha". Ok, devia ser doce que ele tinha tomado. Sai de lá na hora. Fui mais para o meio do publico ainda, me enfiei no meio daquele mar de gente.

Enquanto o show não começava, o publico fazia a festa. Pessoas escalavam os altos mastros de bandeiras, até o topo. Quando começou a faltar espaço na praça, começou a surgir gente em cima das bancas e escalando as fachadas dos prédios. Não eram nem 00:00 ainda ....

Até ai, ok. Veio o Nação Zumbi, e fizeram seu show. Bem legal. Nessa hora, eu ainda estava cercado mais por hippies. Quando o show acabou, muita gente saiu, o que me permitiu encostar na grade, não a da frente do palco, mas naquela do vão que fica bem na frente do centro do palco. E em pouco tempo, já me vi cercado somente por pessoas como as da foto. Até ai ok.

Quando deu 02:30 em diante, começaram as apresentações de grupos convidados dos Racionais MC's, gente do selo deles, o Cosa Nostra. Legal até, mas todos lá queriam ver Racionais MC's. Que estava programado para começar as 03:00 ....

A espera começou a cansar. A cena a minha volta, era essa galera, pulando com os braços para cima e para baixo, fazendo batalhas de rimas entre áreas, Píqueri e sei lá de onde eram os outros ...Não fiquei prestando atenção. Todos eles, tinham suas garrafas de vinho Cantina da Serra ou Chapinha e alguns banzas rolando. A galera estava mais inflamada no alcool mesmo.
Quando eu achei que os Racionais estavam para subir ao palco, resolvi ficar legal, me curar do cansaço, ai tudo tranquilo. ....aliás, hmmm.....nem tanto.

O cansaço, o calor, o caos a minha volta, e o pior, eu não tinha comido nada e bebido. Foi a fórmula fatal. Eu comecei a ver tudo branco, comecei a perder o controle sobre eu mesmo e desmaiei, fui ao chão, no meio dessa galera. Me levantaram, e perguntaram "Ae maninho, ta legal?" ..."to bem, to bem, valeu!!" ....e plaft, fui ao chão de novo!! Só me lembro de flashes. Eles me levantando, e por sorte, eu estava perto da grade, o segurança me puxou para o vão central. E foi me arrastando, no caminho, ainda tropecei no marco central da cidade e nas pessoas da área vip. Fui parar na ambulância ao lado do palco. Um médico, gentil, me deu um elixir de algo com glicose e fiquei por lá. Fiquei sentado, acompanhando os outros caidos que chegavam. Perto deles, eu estava muito bem.

Quando foi começar o show do Racionais, me posicionei em uma grade, bem na lateral do palco. Ok, iria ver o show de lado. Um casal encostou do lado, e o cara lançou a idéia "Ae, saca só, vamos empurrar essa grade, e passar pra área vip". Olhei em volta, e é, estava fácil mesmo. Empurramos a grade, e quando o segurança se distraiu, passamos para dentro.

Ai, alegria total. Depois do perrengue de ter desmaiado, eu estava lá, junto do senador Suplicy, vendo os caras do Racionais de perto, subindo no palco, maravilha! Fui pra frente do palco, não havia distância e nem pessoas entre eu e o palco, e o show começou. Porra, estava foda, os caras representam ao vivo. Eu conseguia ver todas as expressões deles, os olhares, o que estava rolando palco e etc.

Até que ....só quando foi perto das 05:00 é que resolveram ir tirar as pessoas de cima da banca e da fachada dos prédios. Estranho não? Estavam lá a noite inteira, e bem quando começa o show dos Racionais, decidem tira-los, bem na primeira musica isso?

E vamos relembrar uma coisa: Qual foi a primeira coisa que Mano Brown disse quando começou o show?

"Então, dizem que nosso som ae fala mau dos policia e etc. È, não é bem assim não. A gente não fala mau de policia. A gente só conta umas histórias, que acontecem por ae. Só isso. Ai, é a opinião do povo, né?"

E a galera "AEEEEEEHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH"

Um grupo de policial, cansados e sem noção já, começaram a abusar. Ai começou, pessoas querendo descer das bancas e fachadas, começaram a cair em cima das outras. A praça estava absurdamente lotada. Pessoas revoltadas com a atitude em volta, começaram a revidar, jogando objetos contra os policiais. Começou a chuva de objetos, uma pequena correria e os primeiros tiros. O clarão se abriu, quem já estava apertado, agora estava esmagado.

Quando começou a correria, o publico perto da grade (ainda bem que eu desmaiei e já não estava mais lá), começaram a pular para a área vip também. Mano Brown, deu um discurso, tentou apaziguar a situação, falou bem, tinha razão, mas não funcionou. Haviam parado enquanto tocavam "Eu sou 157". Nessa hora, já não havia mais área vip, e o publico, já tinha invadido até o palco. Foi nessa hora, que eu me liguei:

Essas pessoas não vêem caminhos e espaços, eles vêem BRECHAS. Saia gente de tudo quanto é canto e os caras se penduravam aonde você nem imaginava que seria possivel. Logo, eu já não via mais nenhum integrante dos Racionais no palco, a não ser o Mano Brown, tentando apaziguar, e cercado, literalmente de pessoas que haviam invadido o palco. Se penduravam até nos cabos. E um até caiu lá de cima. Por sorte, não feriu ninguém.

Enquanto isso, bombas de gás lacrimogeneo estourando eram ouvidas aos montes, e tiros e tiros de balas de borracha, e pessoas correndo e quebrando tudo. Eu enconstei no palco, pensando "Aqui a policia não vem, não apanho, vejo tudo de camarote, ta tudo certo!" .... E fiquei só vendo, o mar de gente correndo, se esmagando, pessoas chorando, crianças, outros querendo quebrar tudo, caos total.

Deftones @ Via Funchal - São Paulo 2007

Postado por Guilherme Marce... em dom, 11/02/2007 - 18:51

Pode anotar ai: No dia 10 de Fevereiro de 2007, mais de 5.000 pessoas, tiveram a felicidade de ver um dos shows mais especiais, e para muitas, o melhor, de suas vidas. Pode não parecer, mas é verdade, afinal Deftones é um caso a parte. Você acha gente que gosta da banda em tudo quanto é canto, mas em pouca quantidade. Com o quinto álbum, o aclamado "Saturday Night Wrist", lançado em Novembro de 2006, os californianos vão cada vez mais perdendo o rótulo de new-metal, que fez com que tanta gente olhasse torto para a banda sem nem ao menos terem escutado com atenção. Afinal, a banda esta longe de ser somente new-metal.

Não é à toa, que você acha gente curtindo Deftones, seja aonde for, no meio new-metal, hardcore, metal, gótico, entre outros. È uma das raras bandas que consegue se inovar, sem perder o tom que da a identidade a banda. Por mais diferente que soem elas, de álbum a álbum, quando você escuta, você sabe: É Deftones.

Eles já tinham vindo ao Brasil uma vez, tocaram na ultima noite do Rock in Rio 3, com Red Hot Chili Peppers e Silverchair, para o maior publico deles até hoje, 220.000 pessoas. Isso ocorreu na turnê do terceiro álbum, que já vendeu mais de um milhão de cópias, o "White Pony".

Após seis anos e 19 dias de espera, finalmente, nós brasileiros conseguimos ver outro show deles, depois de passar anos, vendo especulações de que a banda ia acabar, foi um alivio, foi como se livrar de algo engasgado, a vontade de ver um show foda, é!, isso mesmo, FODA!! Outras palavras, mais formais e corretas, não expressariam o quão foda foi esse show. Em mais de duas horas de show, eles mostraram o porquê são respeitados por onde passam, e porque tem o que chega a ser praticamente uma pequena religião, de seguidores insanos. E como a banda não tem ideologias e nada do tipo, fica claro, que o fanatismo é pela musica, pela boa sensação, de alivio, prazer, dor, raiva, angústia, frustração, sexo, loucuras e etc. que elas nos proporcionam. Mas antes do prazer, lógico, tínhamos que ter um certo sofrimento, para o show bom, parecer melhor ainda. O sofrimento, semelhante ao causado pelo O Surto, no Rock in Rio 3, foi proporcionado pela banda Adrem, de Leme, interior de SP.

Mesmo eles dizendo ter nove anos de estrada, lançaram só no fim do ano passado um CD de estréia, e ainda assim, tocam covers completamente desnecessários, de Coal Chamber a Slipknot, parecendo uma banda totalmente inexperiente e sem repertório ou show com identidade própria. Uma banda totalmente amadora, surgida do nada, só podia resultar numa coisa, desagrado de todos. Mas depois, foi-se descoberto que a banda desembolsou uma quantia superior a uma dezena de milhares de reais para tocarem com o Deftones, que foi pago a organização, Mondo Entretenimento. Desagradável ver isso, sabendo que muitas outras bandas por ai, mereciam, por respeito aos seus trabalhos e que a galera certamente iria gostar. Mas enfim, após o show do Adrem e da pausa, as luzes foram apagadas, tremor geral da galera, e um som ambiente, do M83 rolando pelo Via Funchal, que nessa hora, já se encontrava cheio, com mais de 5.000 pessoas. O publico, foi maior do que a maioria dos shows que já vi lá, o que surpreendeu, pois muitos esperavam casa não tão cheia, somente porque os ingressos não chegaram a se esgotar, como ocorre em outros shows grandes, vide Coldplay.

E eles, o publico, não decepcionaram, agitaram do começo ao fim, teve gente chorando, esperneando, gritando, de joelhos, e outras em estado de choque, inertes, totalmente arrepiadas. O set começou já com a furiosa Korea, e logo emendou-se Knife Prty, muito esperada, pra delírio geral da galera, na seqüência, Back To School, que dificilmente eles tocavam, mesmo quando era o single da banda, e novamente, publico cantando junto aos prantos, depois tocaram Feiticeira, que não poderia faltar, já que esse nome foi inspirado na ex-gostosa Joana Prado e pra fechar a seqüência de cinco musicas seguidas do white pony, Digital Bath. Somente depois, é que começaram a diversificar o set e a tocar de outros álbuns, tocaram Be Quiet And Drive (Far Away), seguida de My Own Summer (Shove It), ambas singles do segundo álbum, Around The Fur (1997), dois sons que iniciaram boa parte dos fãs a gostarem de Deftones, então, era de esperar a comoção do publico, casais se amando, muleques furiosos moshando, uma beleza de show. A qualidade do som, estava excelente, com timbres foderosos e ainda uma iluminação toda especial da banda, é show mesmo, não é só uma banda tocando.

Durante todo o tempo, chino moreno, correu de um lado para o outro, foi pra grade, berrou, tocou e sem perder o ritmo. A empolgação da banda era latente, Chi Cheng, o baixista, sorria feliz para o publico, e distribuia água e cervejas aos apertados na grade. Stephen esmerilava sua guitarra e Abe, sempre sem noção, descia o braço, de forma complexa e destruidora na sua bateria. Frank, o dj, como sempre, só na calmaria, de boa, controlando efeitos e camadas de sons. Conforme o show ia seguindo, sons do Adrenaline (1995), primeiro álbum da banda, também surgiram! Em uma pancada só, emendaram Engine Nº9 e Nosebleed. E é incrível ver como a banda não perde a intensidade em nenhum momento. Beware The Water foi a primeira do ultimo álbum, o Saturday Night Wrist (2006) a ser tocada, que juntamente com Passenger, foram as que deram um toque sombrio e tempo pra galera respirar. E somente na 13a musica, é que tocaram algo do quarto álbum, o Deftones (2003), álbum menos expressivo e sombrio da banda, mas que ainda assim é muito bom e nos garantiram bons momentos no show, como com a Bloody Cape e Minerva, faltou Hexagram, mas ok. Tivemos Rats!rats!rats!, musica esquizofrência que deixou a galera frenética. Pra finalizar o show, tivemos Bored e um bis que foi iniciado com Minerva seguido por Root e 7 Words com Birthmark emendada no meio, enfim, impecável, perfeito. E como se isso já não bastasse, ainda voltaram para outro bis e fecharam com chave-de-ouro, tocando Change (In The House Of Flies) e Head-Up, que na versão do álbum, conta com o back-vocal de ninguém menos que Max Cavalera (Sepultura/Soulfly).

Foi um show repleto de gente de bandas também, deu pra ver a galera do Sepultura, CPM 22 e até do B5 circulando lá, para ver o show. Pelos fãs da banda, da pra notar o tamanho da diversidade que havia lá. Depois, com luzes acesas, publico saindo e ainda escorrendo suor (e lágrimas de alguns), só nos restou nos conformar sabendo que tínhamos visto um show memorável, pra ser sempre lembrado, e nos orgulharmos de gostar de uma banda assim, de respeito, que faz o que gosta, com paixão e intensidade.

Com esse show, ficou claro que o Deftones está no seu auge, e eles devem saber disso também e estão aproveitando. A turnê pela América do Sul, passou por diversos paises, e já seguiram para outra no Japão, depois Austrália, Europa e voltam aos EUA, para finalizarem depois no Canadá. Enquanto isso, a banda já vai compondo para um possivel sucessor do Saturday Night Wrist.

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